A Star is Born

Na semana passada vi um dos filmes mais bonitos do ano, se não o mais bonito mesmo. Agarrou-me desde o primeiro momento. Na verdade desde o meio do filme que fiquei com um nó na garganta porque só queria chorar, e quando digo chorar é mesmo chorar com vontade e soluçar e tudo a que tenho direito quando vejo um bom draminha amoroso a começar por um qualquer episódio de anatomia de grey ahaha it’s never enough! Calma, que não estou a comparar filmes e séries, só o meu nível de choro. E não queria nada ser a pessoa que estraga o silêncio no meio do cinema, já basta as pipocas. Plus estava sentada mesmo atrás dos Anjos, literamente, sim, os Anjos aquela dupla musical bem foleira que adorava quando era uma criança de 8 anos.

Mas bem sobre ‘A Star is Born!’ não é um filme biográfico da Lady Gaga, também canta sim e bem, quando não está a cantar aquela pop desnecessária mas necessária para a história do filme, que é muito mais do que dois músicos apaixonados. Eles têm uma química incríveeel e o Bradley Cooper canta, e canta mesmo for real e muito bem! Escreveu todas as canções que canta no filme para além de ter sido o primeiro filme que produziu, dirigiu e escreveu ainda canta pa’caraças. You go Bradley! Queremos mais destes please! E a Lady é também e sem dúvida uma boa atriz.

Não sendo spoiler e acho que consigo… alguns dos temas importantes a reter do filme são a dependência e como destrói a vida de qualquer pessoa e de quem a rodeia, a depressão e negação dos problemas, e esta questão de que a mulher tem de ser perfeita e ‘bonita’ com os standards que a sociedade decidiu e não pode ter mais ou igualmente sucesso que o seu marido ou namorado, entre outros.

Agora só desejo que o filme esteja disponível num qualquer home play da vida para o poder ver outra vez,  sozinha, e soluçar à vontade. Mas hey, vejam no cinema porque vale a pena e vão sair de lá a cantarolar ‘In the shallow, shallow’ for sure!